O que avaliar antes de integrar um sistema legado?
Um sistema legado é uma fronteira técnica e operacional: pode ter versão antiga, documentação incompleta, telas estáveis por hábito e regras que só aparecem na rotina de quem o utiliza. A integração começa por descobrir essa realidade, não por presumir que o caminho conhecido continua válido.
Delimite uma leitura ou uma escrita específica, identifique a saída esperada e registre a autorização para avaliar o ambiente. O primeiro recorte deve ser pequeno o bastante para testar sem comprometer a operação.
Como fazer um inventário da fronteira legada?
Qual versão e ambiente estão em uso?
Registre versão, instância, horários de processamento, janelas de manutenção e diferenças entre teste e produção. Se ninguém souber apontar um ambiente seguro, trate isso como risco e pendência.
Quais interfaces existem de verdade?
Liste arquivo, banco, tela, serviço, fila ou relatório que participa da rotina. Para cada interface, indique formato, campos, frequência, origem, destino e quem conhece seu significado.
Quais dependências ficam escondidas?
Procure jobs agendados, permissões, impressoras, pastas compartilhadas, códigos de filial e horários em que outro setor utiliza o mesmo recurso. Uma dependência não documentada pode interromper o fluxo mesmo quando a conexão parece funcionar.
Como avaliar acesso, dados e responsabilidade?
Qual permissão é suficiente?
Defina conta de serviço ou perfil autorizado, escopo de leitura ou escrita, aprovação, armazenamento do segredo, troca e revogação. Evite usar a conta pessoal de alguém para uma integração que precisará continuar.
Quais dados realmente precisam atravessar?
Mapeie campos, finalidade, retenção e pessoas que podem ver a informação. Reduza a cópia de dados pessoais, financeiros ou sensíveis e mantenha o conteúdo no sistema autorizado quando um identificador for suficiente.
Quem responde por uma alteração?
Especifique dono do processo, responsável técnico do legado e responsável por homologar a saída. A integração não deve assumir que toda alteração de registro é reversível ou autorizada.
Como construir um recorte incremental?
Escolha uma entidade, período ou evento e descreva a entrada, transformação e saída. Evite conectar todas as telas ou tabelas de uma vez; cada fronteira precisa de uma regra e de um aceite que alguém consiga acompanhar.
- Observar: reproduzir uma leitura ou exportação sem alterar a operação.
- Validar: comparar amostras, campos, estados e identificadores com o dono.
- Preparar: gerar uma saída de revisão antes de gravar no destino.
- Executar: liberar apenas o comportamento homologado e registrar cada tentativa.
O recorte deve prever o que acontece com um campo desconhecido, um registro repetido, uma versão diferente e uma indisponibilidade. Se a resposta ainda não existe, a construção ainda não tem uma fronteira segura.
Quais testes e caminhos de recuperação são necessários?
Quais amostras representam o fluxo?
Inclua entrada normal, formato antigo, campo ausente, duplicidade, registro fora do período e caso que exige decisão. Compare a saída no sistema de origem e no destino autorizado.
Como reconhecer uma execução repetida?
Use identificador e estado de processamento; não dependa somente do horário ou do nome do arquivo. Uma retomada precisa saber o que já foi lido, validado e gravado.
O que fazer quando o legado para?
Interrompa a sequência, preserve a entrada e encaminhe o motivo. Defina quem pode liberar nova tentativa e como confirmar que uma saída parcial não será criada novamente.
Como detectar mudança de tela ou formato?
Inclua verificações de contrato, versão, colunas, mensagens e estados esperados. Uma alteração desconhecida deve criar uma pendência para revisão, não ser aceita por aproximação.
Como manter a integração quando o legado muda?
Combine sinais de mudança, responsável por comunicar, ambiente para validar e rotina de atualização do mapa. A manutenção precisa contemplar código, credencial, formato, calendário e regra de negócio.
Registre alertas com identificadores e motivos, sem despejar dados no canal de operação. O dono precisa saber se deve corrigir a entrada, aguardar o sistema ou aprovar uma exceção.
Para aprofundar a escolha entre interfaces, leia o guia de integração de sistemas. Se o inventário apontar uma conexão recorrente, conheça integração de sistemas empresariais e leve o recorte ao diagnóstico.